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		<title>Futuro do Pret&#233;rito</title>
		<link>http://marcelomoro.blog.terra.com.br</link>
		<description>MARCELO MORO WEB BLOG - 

"Um teatro das minhas ousadias"</description>
		<language>pt-BR</language>
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		<category>Outros</category>
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			<title>Contos da Abadia</title>
			<link>http://marcelomoro.blog.terra.com.br/contos_da_abadia_1</link>
			<pubDate>15.01.07</pubDate>
			
			<description>2&#176; &#233;poca - epis&#243;dio 2 

Rola uma banda muito legal essa noite, fazendo rock e intriga, Revistas e Atitudes, e essa m&#250;sica de Raul, &#34;N&#227;o fosse o Cabral&#34; tem uma das frases mais reais de protesto: - Falta de Cultura pra cuspir nessa estrutura.&#160;Me coloquei a pensar diante do copo que refletia o meu quadro surreal, feliz dessa prisioneira&#160;do jardim,&#160;nenhuma resposta a nenhuma pergunta, e ao mesmo tempo todas as respostas pra qualquer pergunta. O pincel&#160;que deslizou sobre essa tela esteve&#160;em m&#227;os habilidosas e an&#244;nimas e n&#243;s tentamos tantas vezes saber de quem eram essas m&#227;os, mas depois decidimos que talvez o artista ficasse rindo da gente em algum canto da Abadia, dizendo:- tolos! &#160;tudo que pensam &#233; despido de realidade, e dentro do jardim da sua mente onde essa prisioneira habita&#160;deve haver outras telas, uma galeria de boas inten&#231;&#245;es feitas m&#225;s pela nossas mentes bebadas, cheio de inten&#231;&#245;es excusas feitas lindas por nossas cabe&#231;as s&#243;brias</description>
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			<title>Cegueira da vis&#227;o</title>
			<link>http://marcelomoro.blog.terra.com.br/cegueira_da_visao</link>
			<pubDate>11.01.07</pubDate>
			
			<description>Cego&#160;&#233;&#160;o que tenta ver com os olhos
sejam seus , meus, claros, castanhos, 
sejam fundos, profundos, belos, estr&#225;bicos
os olhos s&#227;o portas pra alma
sempre abertas, estreitas, escancaradas, 
mostram que sabe que sou teu
que te desejo e mostra que me deseja
gosto de olhar nos olhos quando fala
quando treme, quando encara o desafio
quando ama em segredo, quando sente medo
quando grita, qualquer grito, de dor, de prazer, de amor
gosto de olhar o sorriso dos olhos
sorriso sincero, os olhos sempre revelam a verdade
seja ela nua, crua, doce ou amargue a boca, fel
os olhos derrubam os veus, lagrimas, suam amores
assinam senten&#231;as e veem as cores
seus olhos s&#227;o belos, n&#227;o dizes
eles mesmos falam que s&#227;o belos pra mim
e eu fico assim, fixo a esconder meus olhos
a tapar a emo&#231;&#227;o com a peneira
seus olhos me tiram o ju&#237;zo quando me fitam
acabam que me atrai, que me cala, mas me fala
e me faz falar sou amante desses olhos
&#160;
&#160;</description>
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		<item>
			<title>Requiem</title>
			<link>http://marcelomoro.blog.terra.com.br/requiem</link>
			<pubDate>09.01.07</pubDate>
			
			<description>Seus olhos s&#227;o espelhos d&#8217;&#225;gua
Castanhos profundos, sinceros,
Portas que levam a alma
Ao mais escondido dos segredos
&#160;
Cidade perdida no meio do nada
Vila do sossego,
Me desassossega esse olhar
Quando me desvenda
&#160;&#160;
Quando me cava, me remove 
Da mais profunda areia
Feito rel&#237;quia, tesouro
Me traz &#224; luz, me incendeia
&#160;&#160;
Seus olhos s&#227;o espelhos d&#8217;&#225;gua
Onde me vejo no Narcisismo perfeito
Onde bebo at&#233; fartar a sede
Onde colho a flor mais bela
&#160;
Labirinto onde me perco
Quando acho que conhe&#231;o tudo
O avesso do comum, o passo
Caminho que se pisa em estrelas</description>
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		<item>
			<title>Artigo 8</title>
			<link>http://marcelomoro.blog.terra.com.br/artigo_8</link>
			<pubDate>06.01.07</pubDate>
			
			<description>Uma letra bel&#237;ssima de Roberto Frejat que nos faz&#160;pensar,&#160; o que ser&#237;amos capazes de fazer por alguem ?&#160;quando se descobre no cora&#231;&#227;o alguem especial essa letra passa a ter todo sentido do mundo, pena que soframos dia a dia de uma incrivel incapacidade de amar, ent&#227;o quando se descobre alguem por quem far&#237;amos de tudo &#233; bom que se diga logo que, &#34; desejaria todo dia a mesma mulher&#34; por voc&#234; isso &#233; possivel.




Por Voc&#234;
Frejat




Por voc&#234; eu dan&#231;aria tango no teto,Eu limparia os trilhos do metr&#244;,Eu iria a p&#233; do Rio a Salvador...Eu aceitaria a vida como ela &#233;,Viajaria a prazo pro inferno,Eu tomaria banho gelado no inverno.Por voc&#234;... Eu deixaria de beber,Por voc&#234;... Eu ficaria rico num m&#234;s,Eu dormiria de meia pra virar burgu&#234;s.Eu mudaria at&#233; o meu nome,Eu viveria em greve de fome,Desejaria todo o dia a mesma mulher...Por voc&#234;... Por voc&#234;...Por voc&#234;,Eu conseguiria at&#233; ficar alegre,Pintaria todo o c&#233;u de vermelho,Eu teria mais herdeiros que um coelho.Eu aceitaria a vida como ela &#233;,Viajaria &#224; prazo pro inferno,Eu tomaria banho gelado no inverno.Eu mudaria at&#233; o meu nome,Eu viveria em greve de fome,Desejaria todo o dia a mesma mulher.Por voc&#234;... Por voc&#234;...
Eu mudaria at&#233; o meu nome,Eu viveria em greve de fome,Desejaria todo o dia a mesma mulher...
&#160;

&#160;
</description>
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		<item>
			<title>Contos da Abadia</title>
			<link>http://marcelomoro.blog.terra.com.br/contos_da_abadia</link>
			<pubDate>04.01.07</pubDate>
			
			<description>2&#176; &#233;poca- Epis&#243;dio 1 
&#160;
Tudo parece t&#227;o diferente, mas tudo ainda &#233; t&#227;o &#233; igual. Depois da pris&#227;o de Andrey, da morte do poeta, do naufr&#225;gio dos meus autos da f&#233;.Os Autos da f&#233; eram minha tentativa de ser escritor, talvez eu ainda continue um dia, mas os epis&#243;dios travaram, amarraram a garganta feito bebida ruim, ou fruta n&#227;o madura. Ao entrar de novo na Abadia depois de algum tempo reparei as mudan&#231;as no espa&#231;o fisico, mas ainda existe a mesma nevoa de nicotina e alcatr&#227;o, o mesmo cheiro de mil e trezentos perfumes diferentes que se fundem num s&#243;, os mesmos anjos e dem&#244;nios, as mesmas pessoas que ocupam os mesmos espa&#231;os como se fossem dali, como se cada canto da Abadia fosse uma na&#231;&#227;o, uma tribo. Logo caminhei at&#233; o jardim, ainda mal iluminado, e sim ela estava ali, a serpente, ocupava sua mesma arvore prateada pela lua, tentava sua Eva diariamente ap&#243;s ter banido pra sempre seu Ad&#227;o. Uma das mudan&#231;as homenageava Jorge, os Barman' s estavam vestidos de monges e as gar&#231;onetes de novi&#231;as, e soube naquele momento que mesmo estando na It&#225;lia viajando atr&#225;s de documentos de seus antepassados Jorge estava radiante, sacaneando a Igreja, seu poderes, suas paredes de sepulcros caiados. Eu achei interessante a id&#233;ia. Alicinha era uma das novas gar&#231;onetes, gostosinha, bonitinha, esperta, logo desvendo esse diminutivo. Me sentei no meu canto de sempre embaixo do quadro surreal, a prisioneira no jardim.
&#160;
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* quem quiser ler a primeira &#233;poca dos contos da Abadia, procure a&#237; atras no blog, s&#227;o doze ao todo, vale a pena ler
bom dia a todos.</description>
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