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A morte é uma coisa à toa. Somos todos muito diferentes na forma como pensamos na morte, Jorge a vê como redenção, Andrey se ocupa com a morte dos outros e meu assassino com a minha. Eu conheci um suícida, ele acreditava na vida após a morte, Humberto Gessinger, grande poeta concreto, fala que "todo suícida acredita na vida depois da morte, pois a vida quando acaba cabe em qualquer lugar". Esse meu amigo foi o único suícida que conheci, é claro que nesse mundo, pois ao lado da serpente que mora nos jardins da Abadia existem muitos, todos como ela feito de substância etérea. Esse amigo quando se encontrou com a morte, quando passou por suas horas de "Getsêmani", suou um poema feito de suor e sangue. Um dia talvez eu o grafite aqui nas paredes da Abadia, talvez nunca, o fato é que ele está comigo e os outros que estavam comigo naquele dia fatídico o apelidaram de poema maldito. Sinceramente o nome não é esse, e prefiro o original "canto para minha paz" que todos ignoram.