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Bem vindos a noite dos corsários!
Bem vindo ao convés mais etílico desses sete mares, ouça o canto das sereias mas não se perca pelos banheiros atrás desses traseiros de peixe porque vc pode se dar mal, coisas do tipo faça um poema ou tenha a garganta cortada e veja seu sangue escorrer pelo lavabo rumo ao porão para servir de alimento aos ratos e outros bichos que por ali habitam.
A abadia foi transformada num grande navio pirata com direito a prancha, um barril de rum a cada dois metros e com todos os barcos salva vidas lotados de cerveja e afins, alta produção dos corsários.
Sentado no mesmo lugar de sempre observo uma menina dançando ao som de Oingo Boingo, ela tem um mapa do tesouro tatuado no corpo e eu senti extrema necessidade de tocar pra ver se é real ou henna e onde leva o tal caminho marcado no mapa. Uma das sereias me serve mais um whisky e eu firmo a visão na cena em que um corsário muito escroto derrama rum sobre o mapa e ele não dissolve, nem com a lingua asquerosa que lambe e sorve o liquido nas curvas dos seios.
Essa noite levarão o diabo pra prancha se seguirem esse ritmo, ou ele foge ou será exorcizado, e eu que a tudo assisto espero o proximo lance sem lógica, aqui na abadia consegue-se uma proeza por segundo, ninguem é de ninguem e a polícia não entra.