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Das paixões que se experimenta sempre ali no escuro da noite,
corpos suados e moídos, mãos entrelaçadas
o que sobra na manhã seguinte é um sopro, uma espera
voz que fala aos sentidos, quimera
Adoro essa conspiração, essa inconfidência
essa renuncia da realidade em favor do surreal
gosto do nosso jeito de falar, código dos deuses astronautas
a lingua que nós inventamos pra dizer que fazemos falta
Do jeito que me chama , império dos sentidos
sobra o eco sobre noites incandescentes
gosto dessa voz indecente quando me conta segredos
sempre de um jeito mitologico, usando combinação de cores
Adoro nosso códigos, códices arqueiros
Adoro ser o andarilho que te acha comida na noite fria
sei que entende tudo o que falo até mesmo quando calo
porque nossas palavras são flechas finas diretas ao coração
me pediste para te ensinar a ver com os olhos
sou mestre e escravo a sua disposição
Câmera patética,
É a vida de novo me dando porre, me desmentindo , tirando meu chão, me cobrindo com pura seda apenas para que eu ceda a derrota com mais facilidade, mas tente com mais enfase porque a luta aqui é duríssima , finíssima é a taça em que servem meu sangue, mas esses que pensam sorver esse precioso liquido tomam todo meu veneno e que sangrem
"não aprendi a me render, que caia o inimigo então ...."
Renato Russo