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para Fernanda
Perdoe-me se as vezes, Filósofo da miséria, ensaio revoluções
Perdoe-me se as vezes, poeta do absurdo, falo aos corações
Se uso signos, arpões, janelas, peões, se um dia te fiz triste
se em meio a tantos desejos calei-te, espada em riste
Deixa cair sobre a terra as sementes que são os anos
escondidos no tempo como tinta dormindo em um velho papel
deixa morder as maçãs, virar sobre a mesa teus decanos
voar pela janela a cegueira que se desfaz do véu
Porque em tão pouco espaço se concentra tanto veneno?
que é doce fazendo-se amargo, pequeno
se as portas do universo se fecham e gotejam
porque não buscar outras saídas onde estejam?
lembre-se que se tombarmos infantes
tombaremos lado a lado na mesma batalha perdida
mas com movimentos certos podemos vence-la
onde está o mapa da fonte dos desejos escondida?
Hoje te vi com flores de cereja nos cabelos
sem se perder no mercado das sombras
Hoje no copo vazio o vinho são
hoje acordei cantando uma estranha canção , que dizia
All my love to you ...
Bom dia a todos