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Sem sentir tanto fiz
Que te afastei de mim
Contra tudo o que sonhei
Errei ao pretender me descobrir capaz
De seduzir pela razão
Impondo ao coração
Caminhos a seguir em vão
Me perdi em te querer assim
Confesso que falhei
Eu não sei como te amar
E só por não saber
Tentei sem conseguir
Ler em sua mão
As respostas pro meu eu em vão
Tentando me enganar não engano a solidão
Por isso é que eu não quero mais
Por isso eu não consigo mais
Viver assim
Por onde for
Vou ter de te encontrar
Por isso que eu não quero mais
Por isso eu não consigo mais
Viver assim
Seja como for
Vou ter de te encontrar
Essa é a letra de um blues maravilhoso composto em meados dos anos 80 por Guilherme Isnard, cantor da banda Zero. Guilherme e Zero foram muito importantes para o cenário do rock nacional dos 80, pena que não sei mais por onde anda.
Para la madd
Não te conheço além das linhas do seu blog mas sei que é assídua visitante desse meu pedaço de papel virtual que chamamos de Futuro do Pretérito, o que me deixa lisongeado. Quero te dizer que a perversão é naturalmente humana e que não impede que se tenha sentimentos nobres mais apurados, todos nós, sem excessão, temos o nosso perverso particular, uns deixam aflorar e se soltam outros, esses hipócritas, escondem mentindo pra si mesmos.
pax et lux
Das mãos esquálidas que tocam a pedra nua entalhada
Brotam chamas azuis que em laranja se tornam
Focam-se pares de olhos sobre a batalha de cavalos
Se distraem, e a mente se esquece das perigosas diagonais
Esperança tornada em jamais, em torrentes de perdas
Muros que se interpõem caem
Lábios que se propõem, beijam
Ah! Como gostaria que não houvesse medo
Nem tampouco pudor nesse segredo
Viagem das mãos, jovens capitães.
escrito nessa madrugada cega e surda de 23 de julho